História

Os Povos Fenícios

Os Povos Fenícios
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Os fenícios instalaram portos comerciais em diferentes pontos do litoral do mar Mediterrâneo. Nesses portos, além dos estaleiros, os fenícios construíam oficinas de artesanato, moradias e tendas para realizarem as trocas comerciais.

Veja um slide com um pequeno resumo sobre os povos fenícios e depois continue a leitura baixo do slide.

Os fenícios comercializavam diversas mercadorias apreciadas pelos povos antigos, como azeite, vinho, mel, papiro, cedro-do-líbano  e, principalmente, produtos manufaturados, como joias, tecidos tingidos, perfumes e utensílios domésticos. Em troca desses produtos, os fenícios recebiam, por exemplo, ouro, prata, cobre e ferro.

Um Porto fenício

As embarcações fenícias possuíam velas quadradas e remos enfileirados, que eram manobrados por escravos. As embarcações comerciais 2 possuíam um casco largo e arredondado e um convés elevado, com bastante espaço para transportar as mercadorias. Além disso, traziam, comumente, um entalhe de cabeça de cavalo na proa. Já as embarcações de guerra 3 eram menores, compridas e estreitas, o que as tornava mais velozes. Elas eram responsáveis pela patrulha da rota comercial e possuíam um esporão na proa para perfurar os cascos das embarcações inimigas.

Nos portos mais importantes, os fenícios construíam faróis, nos quais acendiam grandes fogueiras para orientar os navegantes durante a noite.

As trocas culturais

Os povos que estabeleciam relações comerciais com os fenícios acabavam passando por um processo de intercâmbio cultural, já que não trocavam somente mercadorias, mas também conhecimentos.

A religião fenícia

A religião fenícia cultuava as forças da natureza e dos astros, como o Sol e a Lua. Os rituais religiosos dos fenícios eram feitos ao ar livre e incluíam sacrifícios de animais e de seres humanos. Segundo essa crença, os sacrifícios ajudavam a acalmar a ira dos deuses.

Os fenícios adoravam várias divindades, entre elas Baal e Astarte, que estavam ligadas a um deus principal, chamado de El. A religião fenícia exerceu grande influência sobre vários povos antigos.

Muitas técnicas fenícias eram originárias de trocas culturais, em que os fenícios assimilaram e aperfeiçoaram técnicas de outros povos. A técnica de tingir tecidos, por exemplo, era uma herança mesopotâmica; a técnica de fabricar artefatos de vidro, por sua vez, era um aperfeiçoamento de conhecimentos desenvolvidos pelos egípcios.

Os conhecimentos dos fenícios também influenciaram outros povos. Os gregos, por exemplo, aprenderam com eles princípios matemáticos e astronômicos. Além disso, construtores e navegadores fenícios auxiliaram os hebreus e os persas na construção de edifícios e na navegação em mar aberto.

Os fenícios, por    causa de sua    intensa    atividade comercial, tinham a necessidade de escrever de maneira clara e eficiente, a fim de manter o controle das escrita egípcia.

Os sistemas de escrita mais utilizados na época eram o egípcio e o mesopotâmico, ambos bastante complexos, sendo sua utilização limitada aos escribas.

Por volta de 1000 a.C., os fenícios desenvolveram um sistema de escrita bem mais simples do que os outros sistemas da época, permitindo que um maior número de pessoas tivesse acesso à leitura e à escrita. A grande inovação dessa escrita foi a utilização de sinais que representavam exclusivamente os sons da fala. A escrita fenícia era composta de apenas 22 sinais, que representavam os sons das consoantes do idioma fenício. Com o passar do tempo, diversos povos que comercializavam com os fenícios foram adotando esses sinais e adaptando–os aos sons próprios de seus idiomas.

A influência egípcia

A escrita fenícia sofreu grande influência da escrita egípcia. A técnica de escrever sinais representando os sons    da fala era praticada pelos    egípcios antes de os fenícios a aprimorarem.

Hieróglifos

Veja o exemplo abaixo.    Nele, o nome do    governante egípcio Ramsés foi escrito com hieróglifos.

0 primeiro hieróglifo, da esquerda para a direita, é um desenho representando o “Sol”, chamado de “Rá” pelos egípcios, Neste caso específico, porém, o desenho do Sol está significando o som consonantal “r” (inicial de “Rá”). 0 desenho do meio, por sua vez, significa o som “ms”; e o terceiro, “ss”. Dessa forma, ao unirmos os sons dos três hieróglifos, temos o som “r-ms-ss”; e, ao acrescentarmos as vogais (que não eram escritas pelos egípcios), temos “Ramsés”. Uma das maiores dificuldades da escrita egípcia estava em saber diferenciar quando um hieróglifo significava um som (como ocorre neste caso) e quando ele significava uma ideia completa.

O alfabeto fenício deu origem, direta ou indiretamente, a grande parte dos alfabetos utilizados pelos povos da atualidade. Os falantes da língua portuguesa, por exemplo, escrevem utilizando as letras do alfabeto latino, criado pelos romanos com base no alfabeto grego; o alfabeto grego, por sua vez, foi desenvolvido a partir do fenício.

Gregos latino

Os gregos, ao criarem seu alfabeto, aprimoraram o alfabeto consonantal fenício, inserindo nele um importante avanço: as vogais. A partir da criação do alfabeto com vogais, tornou-se possível representar os sons da fala de maneira precisa, por meio de letras agrupadas.

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