História

O que era o positivismo no Brasil e como se manifestou

O que era o positivismo no Brasil e como se manifestou
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O positivismo originou-se das obras de Auguste Comte (1798-1857). Esse filósofo francês comparava a sociedade a um organismo vivo, em que cada parte desempenhava uma tarefa para o funcionamento do conjunto.

Comte dividia a evolução da sociedade em três etapas: teológica, metafísica e positiva. De acordo com ele, só na terceira etapa os homens utilizariam o conhecimento para explicar os fenômenos e descobrir as leis que determinariam o funcionamento da sociedade. A República representaria essa etapa.

No final de sua vida, Comte propôs o positivismo como uma nova religião, que pregava “o amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”.

O positivismo era estudado nas escolas superiores de Engenharia, Medicina e de formação de militares brasileiros desde 1850, onde lecionavam professores como Benjamim Constant. Assim como muitos outros daquela época, esses professores eram abolicionistas, favoráveis à República e contrários à monarquia. Isso não impediu que os positivistas se aliassem a Deodoro da Fonseca, que era monarquista, mas estava insatisfeito com os rumos da política imperial, tanto que acabou cedendo às pressões de seus companheiros das forças armadas para liderar o golpe.

Auguste ComtePor influência dos positivistas, ordem progresso, partes do lema de Comte, foram inscritos na bandeira republicana do Brasil.

Outras medidas positivistas foram tomadas pelo governo brasileiro nos primeiros anos da República. Nos papéis oficiais, por exemplo, trocou-se o cumprimento “Deus guarde Vossa Excelência” por “Saúde e fraternidade”. Formas de tratamento usadas no Império, como Vossa Excelência e Vossa Senhoria, foram abolidas, passando-se a usar apenas o pronome “vós”. Alguns dos feriados nacionais que comemoramos até hoje também foram criados por inspiração positivista, como o dia da fraternidade universal (1a de janeiro), o dia de Tiradentes (21 de abril), o dia da Independência (7 de setembro), o dia de Finados (2 de novembro) e o dia da República (15 de novembro). A comemoração desses feriados nacionais tinha como objetivo promover a comunhão da história da pátria com o sentimento de “fraternidade universal”.

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