Geografia

Big Bang, na origem uma grande explosão

Na origem, uma grande explosão

O Universo, a Terra, as diversas manifestações de vida e a própria cultura humana são fatos e fenômenos que surgiram e se desenvolveram ao longo de milhares, milhões e bilhões de anos.

Veja o slide abaixo com ilustrações e explicações sobre a origem do universo e continue com o texto abaixo do slide.

Assim, quando falamos das nossas origens e das origens de tudo que nos cerca, é preciso recorrer à imaginação. Trata-se de dimensões de tempo (e também de espaços e distâncias, sobretudo quando tratamos do Universo) que vão além das referências de nossas próprias experiências de vida. Como compreender o exato significado de um período de tempo equivalente a 4,5 bilhões de anos (a idade estimada do planeta Terra) se a duração da vida humana, em média, não chega aos cem anos?

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Além disso, são muito pouco precisas as explicações conhecidas para a origem da vida, do Universo ou do próprio homem. Portanto, quando se trata de explicar nossas origens, teremos de usar muita imaginação e lidar com a imprecisão e a incerteza.

Mesmo assim vale a pena conversarmos sobre esses temas, pois são as explicações e teorias científicas que – apesar das imprecisões – permitem entender vários aspectos que observamos nas diversas paisagens. Como aquele grande conjunto de montanhas que cerca a cidade de Santiago, por exemplo.

Para prosseguir nesse exercício de imaginação, considere que a idade estimada do Universo é de 15 bilhões de anos e que a explicação mais aceita para a sua origem afirma que isso teria acontecido por causa de uma grande explosão – Big Bang, em inglês.

Por alguma razão ainda não muito bem estabelecida, acredita-se que há 15 bilhões de anos toda a matéria presente no Universo aglutinou-se em um único ponto do espaço. A concentração de energia e pressão resultante desencadeou uma explosão tão poderosa que seus efeitos ainda se fazem sentir. Assim, tudo quanto conseguimos observar no céu, a olho nu ou com ajuda de sofisticados telescópios, são agrupamentos de fragmentos ou são resíduos produzidos por essa explosão original. Os movimentos desses “fragmentos” e “resíduos” (na verdade, estrelas, planetas, cometas, satélites etc.), que se afastam ou se aproximam uns dos outros, também podem ser atribuídos ao impulso inicialmente desencadeado pelo próprio Big Bang.

É curioso constatar que as disposições e movimentos ordenados e sincronizados dos astros tenham se originado de uma grande explosão. Em geral associam-se explosões com desordem e destruição, mas no caso da história do Universo é preciso fazer outro tipo de associação: Big Bang, ordem e criação.

Entre a grande explosão inicial e o aparecimento do nosso planeta, segundo calculam os astrofísicos, teriam se passado cerca de 10 bilhões de anos. Foi o tempo necessário para que se formassem as estrelas, os planetas, os satélites, os cometas e tudo o mais que constitui o Universo.

De início, no momento do Big Bang, tudo se resumia a uma massa compacta de toda a matéria universal. Nesse universo não era possível distinguir ou diferenciar conjuntos nem observar nada do que costumamos ver em qualquer céu noturno, desde que nuvens, poluição e luminosidade não atrapalhem.

Galáxias, estrelas e planetas

Logo após a grande explosão, o Big Bang, formaram-se imensos agrupamentos de poeira cósmica e gases, distinguindo-se como se fossem grandes ilhas em um oceano imaginário. Aquela massa anterior, compacta e homogênea, deu lugar a grandes conjuntos, ou “pequenos universos”, que chamamos de galáxias.

Nessas galáxias, as reações químicas entre os elementos constituintes dos gases, mais o agrupamento, a fusão e o choque das matérias e fragmentos presentes na poeira cósmica, permitiram a formação de estrelas, planetas, satélites e demais tipos de astros existentes nas galáxias.

No interior das galáxias, algumas combinações especiais de matéria produziram calor e resultaram em corpos brilhantes. O brilho mantém-se por muito tempo, alimentado pelas contínuas reações químicas e gasosas que se verificam no interior desses astros, as estrelas. Estima-se que existam cerca de 100 bilhões delas em cada galáxia.

Girando em torno de algumas dessas estrelas é possível encontrar outros astros, sem brilho ou luz própria: os planetas. Vejamos como eles surgiram.

Algumas estrelas, enquanto estavam se formando, foram envolvidas por camadas de poeira cósmica que se dispuseram em torno delas como uma sucessão de grandes anéis. Muitos dos fragmentos e das partículas componentes dessa poeira se juntaram, originando pequenos corpos que passaram a girar em torno desses embriões de estrelas. Tais corpos, em órbita constante, passaram a se chocar uns com os outros. Alguns se desintegraram, outros se fundiram, cresceram em tamanho e absorveram os menores. Após um período de tempo indefinido, só os maiores permaneceram orbitando em torno das estrelas nascentes para as quais foram atraídos. Foi dessa maneira, acredita-se, que surgiram os planetas.

Essas hipóteses e explicações só podem ser formuladas graças às possibilidades atuais de observação dos fenômenos cósmicos por meio de instrumentos de alta tecnologia, como os telescópios e satélites exploratórios de última geração. Bem como ao fato, também, de que as enormes distâncias existentes no Universo possibilitam observar hoje a luz que, na verdade, foi emitida há milhões de anos.

Como isso é possível?

Ocorre que a luz se desloca no espaço: só conseguimos enxergar os objetos luminosos, como uma lâmpada, porque a luz que eles produzem propaga-se até o nosso campo de visão. Como normalmente estamos muito próximos desses objetos, não percebemos o movimento. Mas a luz produzida por uma estrela ou pela explosão de um astro pode levar anos para chegar ao nosso campo de visão. Os astrônomos e astrofísicos criaram até uma unidade de medida para avaliar as distâncias cósmicas: o ano-luz, que corresponde a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros (equivale à distância que a luz, cuja velocidade é de 300.000 km/s, percorre em um ano).

Portanto, quando observamos um céu noturno, cheio de estrelas, os brilhos que vemos acima de nossas cabeças foram produzidos, na verdade, muitos anos atrás. A olho nu podemos ver fenômenos que ocorreram há dezenas e até centenas de anos. Com a ajuda de telescópios poderosos, podem-se observar luzes emitidas há centenas de milhões de anos. Ou seja, é possível testemunhar hoje o nascimento de planetas e estrelas ocorrido há muito tempo e, assim, entender como se formaram.

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